Obras e Projetos

Gestão de Claims: como evitar que a sua obra se torne um processo judicial a céu aberto

5 minutos de leitura

Resumo: Projetos de infraestrutura e construção civil estão operando sob uma ameaça invisível: a fragilidade do escopo técnico. Quando o contrato não reflete a realidade do canteiro, a obra deixa de ser um ativo e se torna um campo de batalha jurídico. Descubra como a governança contratual e o rigor técnico são as únicas defesas reais contra a cultura do aditivo e o prejuízo sistêmico.

Gestão de risco Governança Corporativa

Quando a “Governança de Papel” sabota a Engenharia 

A história se repete: o contrato é assinado, as máquinas chegam ao campo e, em poucos meses, o cronograma financeiro é atropelado por uma enxurrada de pleitos (claims)

O que deveria ser um marco de engenharia transforma-se, gradualmente, em um litígio “a céu aberto”.

O problema não costuma estar na execução física, mas na governança de papel. A ausência de um escopo de alta fidelidade abre brechas para a “indústria dos aditivos”, onde falhas de planejamento são monetizadas por fornecedores ou mal interpretadas por contratantes, drenando a rentabilidade do projeto.

 

Onde a rentabilidade se perde na linha do tempo 

O custo da má gestão de contratos nunca foi tão alto. De acordo com relatórios da HKA, referência global em análise de disputas, as causas recorrentes de atrasos e custos extras permanecem ligadas a falhas de interpretação contratual e alterações de escopo.

  • A “indústria dos aditivos”: disputas contratuais no setor de construção frequentemente ultrapassam 30% do valor total do contrato original quando a governança é reativa.
  • Tempo perdido: em grandes projetos de capital, a resolução de conflitos consome, em média, 15 meses, paralisando o fluxo de caixa das empresas envolvidas.

 

A blindagem: escopo de alta fidelidade

Blindar uma empresa contra claims não significa ter um exército de advogados, mas uma engenharia de contratos com rigor técnico absoluto.

  • Matriz de riscos objetiva: se o contrato não define quem paga pela chuva imprevista ou pela rocha não mapeada, o juiz decidirá por você.
  • A engenharia como prova: um escopo técnico de alta fidelidade utiliza dados geológicos, climáticos e logísticos atualizados para eliminar a subjetividade. Se a especificação é vaga, o aditivo é inevitável.
  • Governança de evidências: no cenário jurídico atual, o que não está documentado em tempo real não existe. A gestão de claims eficiente exige um registro diário de obra que conecte o fato físico à cláusula contratual imediatamente.

 

O desafio das empresas

O maior obstáculo para os CEOs e diretores de operações é romper com o vício do “resolvemos no aditivo”.

Estatísticas indicam que a digitalização da governança e a clareza nas especificações técnicas podem reduzir em até 20% o volume de pleitos judiciais em infraestrutura.

A gestão de claims moderna é preventiva. O lucro real de uma obra é protegido na fase de licitação e fechamento do escopo, e não na mesa de negociação de conflitos. 

Se a sua empresa ainda enxerga o contrato apenas como uma formalidade jurídica, o seu canteiro de obras já pode estar operando no prejuízo.

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